O Manufactures Hanover Trust, o quarto maior credor da dívida externa brasileira (com créditos de aproximadamente US$2 bilhões), decidiu aumentar as suas reservas para créditos incobráveis dos países em desenvolvimento em US$950 milhões "para neutralizar os problemas da dívida externa" destes países. A decisão foi tomada no último dia 15, quando o Brasil deixou de pagar US$1,6 bilhão referentes a juros vencidos da dívida externa. A medida do Manufactures pode ser o início de uma reação em cadeia dos bancos internacionais, que aumentam suas reservas para contabilizar a inadimplência dos clientes. Chegaram ontem ao Brasil dois assessores do comitê de bancos credores. Laurence Brainard (do Bankers Trust) e Ilona Beer (do Citibank) irão recolher dados sobre a economia brasileira para dar prosseguimentos às negociações (FSP) (JC).