Dois anos depois do acidente com uma cápsula de césio-137, em Goiânia (GO)-- que matou quatro pessoas e contaminou mais de 200, muitas ainda em tratamento e impedidas de voltar ao trabalho-- quase nada mudou em relação ao acidente. A Justiça não puniu os culpados e o depósito provisório do lixo radioativo continua no mesmo local, a dois quilômetros do povoado de Abadia e a apenas 24 quilômetros do centro de Goiânia, cidade com mais de um milhão de habitantes. A CNEN (Comissão Nacional de Energia Nuclear) indicou, esta semana, a área próxima a Abadia, onde está o depósito provisório, para abrigar o cemitério definitivo do lixo atômico no estado. A notícia, não confirmada oficialmente, gerou uma série de protestos em Goiânia. O presidente da CNEN, Rex Nazareth disse, no entanto, que existem três áreas no estado apontadas como as melhores opções para o depósito definitivo, mas não revelou quais (JB).