Os fiscais do IBAMA (Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) interditaram ontem uma área de 300 hectares do Projeto Jari, no Amapá, desmatada irregularmente pela Companhia Florestal Monte Dourado, do grupo Caeme, um dos consorciados do projeto. O departamento jurídico do instituto vai abrir processo, e os responsáveis pelo desmatamento poderão ser punidos por crime ecológico. Há mais de um ano o Projeto Jari conseguiu uma licença junto ao extinto IBDF (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal) para desmatar 3,190 hectares de floresta nativa e, no lugar, pinos que serviria para a fábrica de celulose do projeto. A licença venceu há dois meses e não foi renovada, o que levou o IBAMA a interditar os 300 hectares recentemente desmatados (O ESP).