Um futuro incerto espera os países devedores, que "continuam altamente vulneráveis" a situações adversas no cenário internacional. A avaliação consta do Relatório Anual de 1989 do FMI (Fundo Monetário Internacional), divulgado ontem em Washington (EUA). Segundo o documento, "o crescimento inadequado de produção e investimento, problemas constantes com inflação e posições fiscais e a persistência de dificuldades com o serviço da dívida são preocupantes" nos países em desenvolvimento. De acordo com o relatório, o Brasil foi o segundo maior pagador do FMI no ano financeiro encerrado em 30 de abril deste ano, devolvendo recursos da ordem de US$823 milhões. Entre os países-membros, apenas a Índia pagou mais, superando US$1 bilhão. O FMI quer dobrar o seu capital-base-- hoje de US$118,5 bilhões-- para ajudar os países em desenvolvimento a reduzir suas dívidas externas. No ano fiscal de 89, o FMI emprestou menos do que em 1988: uma queda de US$6 bilhões para US$3,5 bilhões. Quanto aos reembolsos ao Fundo, eles também declinaram do ano fiscal de 88 para 89. Dos US$11,2 bilhões, ele caiu, este ano, para US$8,9 bilhões, conforme demonstra o relatório (FSP) (O ESP).