Os governos do Brasil e da Argentina recebem nesta semana uma proposta conjunta de empresários dos dois países que, se aprovada, viabilizará a abertura de um mercado comum para a indústria de bens de capital, já a partir do próximo ano. O volume atual de negócios da indústria brasileira de bens de capital sob encomendas é da ordem de US$6 bilhões. A Argentina mantém um mercado estreito, de apenas US$1,5 bilhão, de acordo com as estimativas da ABDIB (Associação Brasileira para o Desenvolvimento da Indústria de Base). Em essência, o que empresários dos dois países estão querendo é o livre comércio de bens de capital sob encomenda, desde que atendidas três exigências básicas: igualdade de condições nos financiamentos, igualdade nos índices de nacionalização e política tarifária também igual (GM).