Dos treze projetos das estatais federais relacionados para exame da conveniêencia de sua continuidade, apenas um terá investimentos alocados este ano-- a terceira etapa do projeto A>OMINAS. A situação dos doze projetos restantes é a seguinte: adiamento da usina termonuclear de ANGRA III; cancelamento das usinas de IGUAPE I e II; cancelamento de parte do projeto da ALCANORTE para produção de barrilha, e adiamento de outra parte do projeto; cancelamento da expansão da Caraíba Metais; adiamento da fase 3 da hidrelétrica de TUCURUÍ; adiamento das hidrelétricas de Manso, Coaracy Nunes, Serra da Mesa, Ilha Grande e Machadinho, no centro-sul e norte do país. Segundo as informações, a suspensão ou adiamento desses projetos representará uma economia de investimentos da ordem de Cr$100 trilhões, sendo que somente o grupo NUCLEBRÁS deixaráde investir cerca de Cr$50 trilhões. A segunda "holding" a ter seus investimentos reduzidos substancialmente foi a ELETROBRÁS, que perdeu Cr$20 trilhões, a preços de janeiro corrente, sobretudo pela postergação em TUCURUÍ, que deveria receber Cr$2 trilhões para concluir sua fase 3. O secretário-geral do Ministério do Planejamento, Andrea Calabi, informou que todos os cortes nos investimentos por conta dos treze projetos afetados já foram considerados na elaboração do plano de dispêndios globais das empresas estatais para 86. O projeto da A>OMINAS que escapou do corte, receberá, este ano, cerca de Cr$2 trilhões; Cr$2,2 trilhões em 1987; mais Cr$1,5 trilhão em 1988, e para concluir, Cr$600 bilhões em 1989, sempre a preços de janeiro deste ano. Apesar de ter consumido cerca de US$2 bilhões, a Ferrovia do Aço ficará como está, segundo decisão do presidente da República. De acordo com Calabi, isso significa que sua paralisação importará na redução de investimentos de quase Cr$2 trilhões, sendo Cr$100 bilhões em 1986; Cr$900 bilhões em 1987; Cr$800 bilhões em 1988 e Cr$300 bilhões em 1989 (FSP).