O candidato do PMDB à Presidência da República, Ulysses Guimarães, aprovou 548 requisições e 213 prorrogações de requisições de funcionários de outros órgão públicos para a Câmara dos Deputados entre 1985 e 1988, período em que foi presidente da Casa. Foi uma fórmula criativa para aumentar o número de servidores à disposição da Câmara sem aumentar as despesas. Mas os recursos para o pagamento dos salários destes servidores-- feito pelos órgãos de origem-- têm a mesma origem dos que cobrem o orçamento da Câmara. Quando o funcionário é requisitado para trabalhar na Câmara, sua vaga no órgão de origem é declarada vaga e preenchida com uma nova contratação. A maior parte das requisições foi feita por deputados, com a aprovação do presidenciável. Espalhados por assessorias, gabinetes e departamentos da Câmara, esses funcionários não constam do quadro funcional da Casa. Quando Ulysses assumiu, em 1985, eram 4.613 funcionários. Ao deixar a presidência, em janeiro deste ano, eram 6.823 funcionários (FSP).