Mais de 200 mil trabalhadores do Estado de São Paulo já garantiram em negociações coletivas realizadas nos últimos 20 dias a reposição integral da inflação de janeiro (70,28%), medida pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor). Considerada "ponto de honra" pelos sindicatos, a reivindicação está sendo aceita com relativa facilidade pelo empresariado, deixando de ser o principal ponto de impasse das primeiras campanhas salariais do semestre, ao contrário do que se previa inicialmente. Até os bancos privados, que insistiam em considerar o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 35,48%, para o mês de janeiro, já concordam em adotar o IPC, removendo o maior obstáculo que emperrava as negociações de âmbito nacional com os 450 mil trabalhadores do setor. Segundo proposta informal dos negociadores da FENABAN (Federação Nacional dos Bancos), os salários da categoria deverão receber correção anual de 1.131,36%, incluindo 4% de produtividade. Reunidos ontem em São Paulo, os bancários decidiram manter a proposta de greve a partir do próximo dia 20, mas deixaram aberto o caminho para um acordo, desde que os bancos melhorem a proposta de correção dos pisos salariais (portaria, NCz$520,00; escritório, NCz$750,00; e caixa, NCz$950,00), oficializem na convenção o reajuste mensal pelo IPC pleno e aumentem a produtividade (FSP).