Fez ontem um ano que foi criado o cargo-- não remunerado-- de defensor do Povo do Rio de Janeiro, desde então ocupado pelo sociólogo Herbert de Souza, secretário-executivo do IBASE (Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas). Ao ser criada a Defensoria, pelo então prefeito Saturnino Braga (PSB), a proposta era que fosse um canal de comunicação entre a sociedade e a administração municipal. Hoje, Herbert de Souza ainda reclama maior entendimento por parte da administração municipal e da própria comunidade sobre o que é a Defensoria e quais são as áreas de atuação do defensor, o ouvidor da sociedade. "Acho que durante esse período muitas coisas poderiam ter sido feitas pela Defensoria do Povo se efetivamente a idéia tivesse sido entendida pela população e pela própria prefeitura que criou a Defensoria". "Muitas vezes os vereadores e o próprio prefeito-- não estou falando especificamente do Marcello Alencar (PDT)-- podem se confundir e achar que o defensor não é necessário e que eles próprios podem cuidar de problemas tratados pela Defensoria". "Só que o defensor é uma figura autônoma, não é parte do governo, e sim parte da sociedade". "Este entendimento é essencial", afirmou Herbert de Souza (O Globo).