Um grupo de 160 peões oriundos de Aripuarã (MT) denunciou ontem, na Delegacia de Polícia de Várzea Grande (MT), o regime de escravidão a que estava submetida na fazenda Perelta, onde diz ter ocorrido o assassinato de cinco trabalhadores. Após efetuarem a queixa-crime, os peões, mineiros em sua maior parte, tiveram garantias do secretário estadual de Segurança Pública, Hilário Mozer, que enviou um assessor para apurar os fatos. A fazenda pertence a um grupo paulista e, segundo as denúncias, os cinco peões foram assassinados pelos fiscais conhecidos por Osvaldo, Valdomiro e Paulista. Os corpos das vítimas foram sepultados na própria fazenda. O grupo de peõe relatou na DP que foram recrutados pelos "gatos" Joa Crisóstimo Figueiredo e Antônio Vicente de Lima, que prometeram bons salários e ótimas condições de moradia. O trabalho era a derrubada de árvores e deveria ser de oito horas diárias. Uma vez ali instalados, os peões eram obrigados a fazer hora extra sem receber e sob a mira de vigias que apontavam revólveres em sua direção. Além disso, aqueles que contrariavam as normas eram submetidos a sevícias e torturas (JC).