Hoje é o Dia Mundial da Alfabetização por inciativa da UNESCO, órgão de educação e cultura da ONU (Organização das Nações Unidas). Ele está sendo comemorado no Brasil com críticas de educadores e políticos ao governo. Os programas nacionais de erradicação do analfabetismo falharam. Pesquisas do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgadas este ano revelam que o número de analfabetos cresceu 3,34% entre 1986 e 1987. Esta é a primeira vez, em 100 anos, que o analfabetismo cresceu no país. O país, de acordo com o IBGE, tem 31,4 milhões de analfabetos, ou 25,7% da população com mais de cinco anos. Esta semana, o relator da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, Jorge Hage (PSDB/BA), enviou à Câmara o projeto da nova Lei de Diretrizes e Base (LDB) para a educação. Este projeto define, entre outros pontos, como serão distribuídos os recursos para o setor de alfabetização e quais vão ser as estratégias para erradicar o analfabetismo do país. De acordo com o projeto, as redes de televisão vão ter de ceder 10 minutos e as rádios 30 minutos por dia para propaganda e programas de alfabetização. Estes programas não devem exceder oito meses por ano e vão ser coordenados pela Comissão Nacional de Educação. Além dos meios de comunicação, o projeto prevê a participação de órgãos públicos, entidades civis e universidades em um mutirão nacional para erradicar o analfabetismo e universializar o ensino básico. As empresas, por exemplo, vão ser responsabilidas legalmente pela alfabetização de seus empregados (FSP) (JB).