A lista dos funcionários estaduais de São Paulo que acumula cargos, publicada pelo "Diário Oficial" do estado de ontem, troue cerca de mil nomes a menos que o anunciado pelo governo na semana passada. A lista deveria ter sido pública no último dia 1o. com 5.121 nomes. Mas foi adiada, e saiu com 4.150 nomes, menos de 1% do total dos funcionários ativos do Estado de São Paulo (cerca de 750 mil). Segundo Alberto Goldman, secretário estadual de Negócios da Administração, uma nova triagem foi feita, sendo constatada a existência de menos que, com "clara legalidade", não deveriam ser chamados para prestar esclarecimentos à Comissão Permanente de Acomulação de Cargos (CPAC) da secretaria. Ele explicou que, entre os nomes retirados da lista, 125 são funcionários que fazem parte de conselhos fiscais, consultivos ou de administração. "Eles não acumulam cargos porque continuam trabalhando em suas repartições e apenas são chamados para algumas reuniões, pelas quais recebem gratificações", disse. Os outros casos de nomes omitidos na listagem final são de pessoas com dupla aposentadoria, nomes digitados duas vezes ou funcionários que também recebem pensões por terem participado da Revolução de 1932. Estes casos são considerados legais (FSP).