TRABALHADOR PERDE 37% COM O FGTS EM TRÊS MESES

Nos últimos três meses, os trabalhadores acumularam uma perda real de 37,32%-- ou cerca de 11% a cada 30 dias-- no dinheiro depositado pelos patrões nas contas do Fundo de Garantia sobre Tempo de Serviço (FGTS), em virtude da forma pela qual os recursos são administrados. Nos próximos três meses, se a inflação se mantiver nos 30%, a perda poderá ultrapassar os 40%. Os reajustes do Fundo são concedidos trimestralmente, seguindo a variação da inflação no período, mais juros de 3% ao ano. Como os bancos têm até 20 dias para repassar o dinheiro recolhido para a Caixa Econômica Federal (CEF), gestora do Fundo, e os reajustes só acontecem no primeiro dia de janeiro, abril, julho e outubro, sobre o saldo existente na data da última correção, deixando de fora os depósitos feitos no trimestre, os trabalhadores vão tendo perdas consecutivas. Embora o presidente da CEF, Paulo Mandarino, tenha anunciado no último dia 14 a intenção de corrigir mensalmente o FGTS, a partir do fim de agosto, no dia 1o. de setembro, a assessoria de comunicação social da Caixa, em Brasília, informou que o assunto continua sendo estudado por uma comissão governamental. Integram a comissão representantes dos Ministérios das Fazenda, Indústria e Comércio, Trabalho e Previdência Social, do Banco Central e da CEF, representada por seu presidente (O Dia).