A QUESTÃO NUCLEAR ENTRE OS PRESIDENCIÁVEIS

Seja qual for o presidente eleito em 15 de novembro, o país continuará investindo em pesquisas na área nuclear para se capacitar tecnologicamente. Os principais candidatos à Presidência da República defendem o domínio pelo país da tecnologia nuclear, mas afirmam que a utilização do átomo para a produção de eletricidade deve ser adiada até o esgotamento das outras fontes de energia disponíveis. Somente os candidatos Paulo Maluf (PDS) e Ulysses Guimarães (PMDB) admitem a utilização imediata do átomo para gerar energia. Fernando Collor de Mello (PRN) disse que esta energia exige "amadurecimento social, político e econômico" da sociedade. Para Mário Covas (PSDB), o Brasil tem condições de suprir suas necessidades energéticas neste final de século sem recorrer a centrais nucleares. Guilherme Afif Domingos (PL) afirmou que prefere formas de energia "limpas" (não-poluentes) e que tende a desativar Angra 1. O candidato Roberto Freire (PCB) cita estudo da ELETROBRÁS afirmando que a energia nuclear somente será necessária para o Brasil após 2015. Luís Inácio da Silva (PT) e Affonso Camargo (PTB) também defendem o adiamento do uso da energia nuclear (FSP).