BRASIL REDUZ US$1 BILHÃO NA DÍVIDA EXTERNA

O Brasil conseguiu ontem uma redução de US$1 bilhão na sua dívida externa, ao trocar títulos por "bônus de saída" (negociados no acordo firmado no final de 1988), que foram chamados de "Brazilian Investiment Bond" (BIB). A negociação dos títulos foi anunciada ontem, no Rio de Janeiro, pelo secretário de Assuntos Internacionais do Banco Central, Sérgio Amaral. Os "bônus de saída" foram trocados por títulos da dívida externa pertencentes a 100 bancos de pequeno e médio portes. Estes títulos eram do tipo DFA ("Deposit Facility Agreement")-- dinheiro dos credores que estava depositado no Banco Central. E tinham prazo de 14 anos e juros flexíveis de acordo com a variação da "Libor" (taxa preferencial do mercado de Londres, Inglaterra), correspondente hoje a 9,5%. Os "bônus de saída" têm um prazo maior de 25 anos (dos quais, 10 são de carência) e juros fixos de 6% ao ano. Esta foi a primeira operação de redução da dívida externa realizada pelo Brasil com os bancos credores, disse Sérgio Amaral. Segundo ele, os "bônus de saída" não são reestruturáveis, o que significa que o Brasil não poderá pedir dinheiro novo para pagar os seus juros (FSP).