O procurador da República João Batista de Almeida deu entrada ontem numa ação civil pública, com pedido de liminar, na 5a. Vara de Justiça, em Brasília, solicitando a anulação da portaria no. 140 do Ministério da Fazenda, que estabeleceu o sistema de liberdade vigiada para o reajuste das mensalidades escolares. O Ministério Público pede, ainda, a fixação do índice de reajuste de 144,06%, aplicável para as mensalidades de janeiro a junho. O procurador sugere que o valor pago a mais às escolas seja deduzido das mensalidades futuras, evitando que as instituições tenham que devolver o dinheiro ao país. Em várias cidades, os estudantes voltaram às ruas para protestar contra as mensalidades altas. Acompanhados por uma orquesta de frevo, sete mil estudantes desfilaram pelas ruas de Recife (PE). Em Niterói (RJ), três mil secundaristas fizeram uma passeata que durou quase cinco horas. Em Belo Horizonte (MG), a Polícia Militar reprimiu com bombas de gás lacrimogêneo uma concentração de cerca de 200 estudantes na praça principal da cidade. Quatorze secundaristas foram presos e vários ficaram feridos (O Globo) (JB).