Os técnicos do Fundo Monetário Internacional (FMI) chegaram a uma espécie de consenso para fechar um acordo com o país: a economia brasileira terá de conviver, nos próximos meses, com altas taxas de juros, reajustes de preços e tarifas públicas e mais desvalorizações do Cruzado Novo frente ao dólar, incentivando as exportações. Seria um ajuste ortodoxo procurando o combate à inflação através da redução do consumo de forma mais acentuada nos meses que restam ao governo Sarney-- em outras palavras, um plano recessivo. As informações circulam entre executivos dos bancos estrangeiros sediados no Brasil, que esperam um acordo do governo com o Fundo ainda no próximo mês (JC).