Todas as empresas japonesas instaladas no Brasil possuem projetos de investimento que envolvem grandes somas para construir novas indústrias e para aperfeiçoamento tecnológico, mas que estão totalmente engavetados. O motivo, segundo afirmou ontem, em Brasília, o presidente mundial do Bank of Tokyo, Minoru Inouye, é a ausência de uma definição clara por parte do governo brasileiro sobre o tratamento a ser conferido ao capital estrangeiro. "Sem uma perspectiva clara, os empresários japoneses não tomarão uma decisão sobre esses investimentos", disse ele. Minoru Inouye informou que o governo japonês aumentou os recursos que compõem o Fundo Nakasone (plano de assistência financeira mundial do Japão para os países do Terceiro Mundo) de US$30 bilhões para US$65 bilhões. Já houve aporte de US$35 bilhões, que serão destinados aos países em desenvolvimento até 1992 (JB).