A transmissão por via sanguínea (transfusões de sangue e hemoderivados e agulhas contaminadas) é responsável por 54% dos casos de AIDS no Rio de Janeiro, incluindo nesse grupo os hemofílicos, usuários de drogas injetáveis e receptores de sangue e derivados. Esse índice é quase o triplo do registrado em São Paulo, que é de 19%. Quando se leva em conta só a contaminação por compartilhamento de agulhas pelos usuários de drogas, a relação muda: os índices paulistas são quase três vezes maiores do que os do Rio de Janeiro-- 29% contra 8,6%. Estas informações foram divulgadas ontem, no Rio de Janeiro, pela diretora da Divisão de AIDS do Ministério da Saúde, Lair Guerra de Macedo (JB).