A menos de dois meses de sua promulgação, a Constituição do Estado de São Paulo corre o risco de "perder o trem da história". A opinião é do presidente da Ordem dos Economistas de São Paulo, Roberto Macedo, para quem o texto até agora esboçado ignora os problemas centrais do momento histórico brasileiro: não recupera a imagem do Legislativo, é omisso na questão da privatização e não estabelece maior controle sobre os gastos públicos. Macedo diz que a tendência da Assembléia Legislativa tem sido a de legislar em benefício de grupos, "o que é uma tradição". O primeiro vice-presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Carlos Eduardo Ferreira Moreira, considera progressista o texto da Constituição estadual que está sendo elaborado. "No atacado, o texto é razoável". "Precisa ser aperfeiçoado mais em aspectos de redação que de princípios" (FSP).