COMANDANTE DA ESG CONDENA PRIVATIZAÇÃO

A privatização das estatais foi condenada, com veemência, pelo comandante, pelo comandante da Escola Superior de Guerra (ESG), general do Exército Oswaldo Muniz Oliva, para quem a medida não vai resolver o probelam da dívida externa do Brasil. Para o general, "não se passa para os outros, de mão beijada, a estatal, uma empresa que o povo sofreu para ver construída, que tem é que ser bem administrada". Em palestra, ontem, na Escola de Guerra Naval, durante a solenidade dos 40 anos de criação da ESG, o general Oliva enfatizou os problemas econômicos e sociais do país e ressaltou que, "não podemos ver crianças largadas nas ruas, uma grande parcela do povo na miséria, gente com fome, sem sofrermos". Ao se referir aos objetivos nacionais, o general Oliva lembrou que o general Canrobert Pereira da Costa "pensava em objetivos da nossa Nação, mas há quem diga que só Golbery pensou nisso". Para ele, "a nossa doutrina não pode ser denominada por ninguém, porque cada um de nós pôs a sua pedrinha". Em sua opinião, liberdade "é como oxgênio, é igualdade de oportunidades, é criar condições de base para todos: o direito de trabalhar, de comer, de vestir, de educaro filho". Para o comandante da ESG, "não é justo que alguém não tenha direito, pois não pode haver competição entre o miserável e o bem nutrido". Em seu conceito, a paz social é "aceitar na coletividade divergências e buscar o consenso. É ter uma opinião e aceitar a contade da maioria". Ressaltou o general Oliva que o Brasil "tem para onde ir, é tão grande que não precisamos violentar ninguém para crescermos". Quanto a reforma agrária, lembrou que o projeto "não exige a destruição de nada, porque há terras demais" e apontou a necessidade de as autoridades melhorarem o padrão de vida do homem do campo, como forma de termos uma economia equilibrada. Para ele, o Brasil só sairá da inflação, da miséria, se crescer e apontou a redução do índice de analfabetismo como uma medida necessária para esse fim (JC).