O Brasil tem 46.906 índios matriculados em 785 escolas mantidas pela FUNAI (Fundação Nacional do Índio). Mas, como essas escolas trabalham à margem do ensino oficial, seus alunos, ao concluírem o primeiro grau, não têm acesso às escolas das redes estadual e municipal de ensino e ficam praticamente impedidos de prosseguir os estudos, pois os cursos da FUNAI não são reconhecidos pelas Secretarias de Educação. Essa situação, no entanto, começa a mudar em Pernambuco, onde terminou ontem o Encontro de Educação Escolar Indígena, o primeiro do gênero realizado no país. Na reunião, que contou com a presença de técnicos em educação e representantes de tribos indígenas, a secretária de Educação, Silke Weber, comprometeu-se a legalizar a situação até o final do ano. Foram decididos, também, outros assuntos importantes: os currículos serão preparados de acordo com cada cultura indígena, assim como o calendário será estabelecido conforme as necessidades de cada tribo (JB).