Nos últimos dois anos, decisões políticas do governo federal obrigaram o Banco Central a realizar emissões extraordinárias de moeda que, em valores atuais, totalizam US$6,5 bilhões-- o equivalente a 90% de todo o dinheiro em circulação hoje na economia. A denúncia foi feita ontem pelo presidente interino do Banco Central, Wadico Bucchi, em depoimento na Comissão de Fiscalização e Controle da Câmara. Esses recuros, afirmou, equivalem ao que o país tem atualmente em reservas internacionais e foram emitidos para socorrer três segmentos específicos da economia, comprometidos com o colapso do "Plano Cruzado": microempresas, bancos estaduais e grandes empresas financiadas pelo Tesouro (O ESP).