Todos os candidatos a presidente da República vão receber do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), ligado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), um programa mínimo para o índio, aprovado pela 8a. Assembléia-Geral da entidade, realizada no final de semana, em Goiânia (GO). No documento, o CIMI relata as conclusões do encontro, segundo as quais a política indigenista governamental fracassou desde o início. De acordo com o CIMI, apesar de a Constituição determinar que cabe ao Estado apenas proteger os povos indígenas, e não mais integrá-los, o governo federal continua promovendo ações que põem em risco a sobrevivência dessas nações. No seu programa mínimo, o CIMI exige a imediata revogação da portaria que inclui a SADEN (Secretaria de Assessoramento e de Defesa Nacional) no Grupo de Trabalho que aprecia todos os processos de demarcação das terras indígenas. Também é pedida aos candidatos a revisão de todos os contratos de exploração dos recursos naturais do solo, subsolo e águas das terras indígenas. Quanto aos grandes projetos, como Carajás e Calha Norte, o CIMI defende a imediata suspensão de todos os aspectos desses projetos que afetam os direitos das comunidades indígenas (JC).