O empréstimo de US$400 mil realizado pela Fundação Visconde de Cabo Frio, subordinada ao Ministério das Relações Exteriores, à empresa norte- americana Manfra Tordella & Brooks ocorreu clandestinamente. A comissão de sindicância que apura o caso suspeita que seja uma "empresa fantasma" para encobrir desfalques. O empréstimo foi determinado pelo arquivista da instituição, Paulo Rodrigues Passos. As conclusões da sindicância incriminam o coordenador-geral da Fundação, diplomata Paulo Sérgio da Silva Mafra, e a gerente do escritório em Nova Iorque (EUA), Ruthe Gomes de Almeida. São responsabilizados ainda os funcionários do escritório e os fiscais encarregados da contabilidade que, por não apontarem as irregularidades, permitiram que elas continuassem. Ainda não foi possível determinar o montante dos prejuízos causados à Fundação, o que vai depender de uma ação cível (FSP) (JB).