O diretor da Área Externa do Banco Central, Arnin Lore, anunciou ontem, no Rio de Janeiro, uma série de mudanças nas operações de câmbio oficial. A principal delas é o limite de US$1 milhão entre as posições diárias de compra e venda para exportação e importação. Com as novas medidas, as instituições bancárias só poderão chegar ao final do dia com esta diferença máxima, seja no caso das compras terem ultrapassado as vendas (posição comprada) ou vice-versa (posição vendida). Atualmente, os limites são de US$7,5 milhões para quem ficou vendido e de US$1,5 milhão para quem fechou na posição comprada. As operações de repasse e cobertura passam a ser liquidadas no mesmo dia. Se o câmbio vendido aos exportadores for maior que o volume de compras dos importadores, o BC fará a cobertura da diferença no mesmo dia. Mas as instituições ficam obrigadas a repassar ao BC a diferença entre o que compraram a mais do que venderam aos importadores. Outra mudança é a isenção do imposto de renda sobre os juros pagos pela utilização da linha de crédito. As medidas entram em vigor a partir do próximo dia 21 (FSP).