O presidente José Sarney decidiu ontem não enviar ao Congresso Nacional nenhum dos projetos de lei para aumentar em 2% do PIB (Produto Interno Bruto) a arrecadação tributária de 1990, conforme determina a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias). O governo deveria propor ao Congresso a criação do Imposto sobre grandes Fortunas, a alteração da tributação da renda agrícola, o corte de 50% dos incentivos fiscais e a instituição do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), com uma alíquota de 1%, sobre as operações à vista em Bolsas de Valores. Segundo o líder do governo no Congresso, deputado Luís Roberto Ponte (PMDB/RS), o presidente não quer enviar nenhum dos projetos para não ficar com a imagem de "criador de impostos", a menos de oito meses do final do seu governo (FSP).