O diretor do Departamento de Assuntos Fiscais do FMI (Fundo Monetário Internacional), Vito Tanzi, afirmou ontem, no Rio de Janeiro, que países como o Brasil, que estão próximos da hiperinflação, precisam dar prioridade à implementação de programas de estabilização. Segundo ele, esses países não devem afastar a possibilidade de enfrentar um ou dois anos de recessão diante do objetivo de construir bases sólidas para o crescimento econômico posterior à estabilização. Tanzi apresentou propostas de estabilização mais duras do que o FMI vinha recomendando nos últimos dois anos. Disse que, diante da gravidade da situação, países como o Brasil não devem buscar a estabilização mantendo como prioridade simultânea o crescimento econômico no curto prazo. Afirmou ainda que o governo deve renunciar à realização de alguns tipos de investimentos em novos projetos, dirigindo mais recursos para a manutenção de investimentos já realizados. Disse que é preciso concentrar mais esforços na eliminação do déficit fiscal (FSP).