IAA ACABA DE PERDER O MONOPÓLIO DA EXPORTAÇÃO DO AÇÚCAR

O Instituto do Açúcar e do Álcool (IAA) acaba de perder o monopólio da exportação de açúcar, transferido para empresas privadas, mas quer manter a importância de que desfruta no setor: o presidente da autarquia, José Henrique Turner, deseja que seja ela a guardiã da comercialização do produto. A expectativa de Turner é a de que a regulamentação da privatização de açúcar, que o ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, aprovará a qualquer momento, confirme o IAA em tal papel. "A nossa função deve ser a de definir as sobras exportáveis, após garantir o atendimento ao mercado interno", explica Turner. A questão do papel do IAA, vista assim, não se presta a polêmicas. Ocorre, entretanto, que a regulamentação das exportações de açúcar, privatizada desde 1o. junho pelo Decreto-Lei 2.437, está no meio de uma disputa entre os Ministérios da Fazenda e do Desenvolvimento da Indústria e Comércio-- e, por isso mesmo, até hoje não foi aprovada. Na sua proposta de regulamentação, Maílson da Nóbrega tem se empenhado pela instituição de um fundo de defesa da economia açucareira, formado a partir de contribuições dos usineiros, para socorrer o setor nos períodos de preços baixos. No caso, um auto-socorro, já que não haveria dinheiro dos cofres públicos em tal sistema. Consta que os usineiros desaprovam a idéia de Maílson, da mesma forma que o ministro do Desenvolvimento da Indústria e Comércio, Roberto Cardoso Alves. Além disso, segundo fonte do Ministério da Fazenda, há discordância também quanto ao estabelecimento de cotas que cada usina poderá exportar (JC).