O governo reduziu em 50,4% os gastos com os serviços das dívidas externa e interna e cortou 9% das despesas com pessoal, entre janeiro e junho deste ano, em comparação com o primeiro semestre de 1988. Esses dados foram apresentados, anteontem, em Brasília, pelo ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, durante jantar com economistas da CUT (Central Única dos Trabalhadores), da CGT (Central Geral dos Trabalhadores) e do DIEESE (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Sócio-Econômicos). A partir dos números, os economistas chegaram a três conclusões: a crise econômica está "menos grave" do que há seis meses; o Executivo tem trabalhado para evitar a hiperinflação; e, se ela ocorrer, o culpado pode não ser o governo e sim os outros agentes econômicos, principalmente empresários que aumentam exageradamente os preços. O ministro da Fazenda prometeu aos técnicos do DIEESE o livre acesso destes às contas do governo (O ESP).