Nem mesmo as constantes ameaças de morte que recebem, diminuem o ânimo das 200 sindicalistas que participam, em Brasília, do 2o. Seminário Nacional da Mulher Rural. Elas defendem a desapropriação imediata para fins de reforma agrária das terras em litígio, são contra o pagamento da dívida externa, querem direito à aposentadoria integral, responsabilizam a inflação pela baixa remuneração dos produtos agrícolas, são contra as multinacionais no setor rural e não acreditam que a situação econômica do país possa melhorar depois do dia 15 de novembro. "Não defini ainda o meu voto, mas também não sei se algum candidato possa consertar o Brasil", afirmou a trabalhadora rural Pureza Lopes Loyola, de 46 anos, de Bacabau (MA), que está ameaçada de morte por latifundiários da região (JB).