A partir de 1992 o Brasil comprará da Bolívia 3,5 milhões de metros cúbicos de gás por dia na forma de energia elétrica, polietileno e amônia, a um custo estimado de US$300 milhões por ano. O contrato, assinado ontem pelo chanceler Abreu Sodré, do Brasil, e Valentim Abecia, da Bolívia, faz parte do acordo do gás, em negociação entre os dois países há mais de 50 anos. Nesta primeira etapa, o Brasil compra apenas os derivados, ficando o gás natural (três milhões de metros cúbicos/dia) para negociação posterior. Nos acordos assinados ontem, está previsto que o Brasil comprará os derivados do gás natural por um período de 25 anos. No caso da amônia (matéria-prima para fertilizantes) e do polietileno o governo brasileiro os venderá para terceiros, caso não sejam totalmente absorvidos pelo mercado nacional (O ESP).