BRASIL AMEAÇA CORTAR VENDA DE AÇO AOS EUA

O Brasil poderá não assinar um novo contrato de venda de aço para os EUA, se esse país não triplicar as suas cotas de compra até 30 de setembro. A posição brasileira foi explicada, ontem, em Washington, por André Musetti, diretor do IBS (Instituto Brasileiro de Siderurgia), que chefia a delegação responsável pelos contratos com os departamentos de comércio daquele país, numa campanha de esclarecimento apoiada pelo Itamaraty. No caso da suspensão do contrato de venda de produtos acabados de aço aos EUA, o Brasil ficará sujeito aos riscos do livre acesso ao mercado, isto é, poderá ser alvo de uma investigação da Lei do Comércio norte- americano e sofrer retaliações comerciais. Os EUA são os principal importador do aço brasileiro. No ano passado, compraram US$460 milhões dos US$3,2 bilhões totais vendidos. O Brasil atingiu, com essa venda, 94% de sua cota de 1,25 milhão de toneladas, o que significa 0,8% do consumo norte-americano (O ESP).