A Polícia Federal indiciou ontem na lei do "colarinho branco" o ex- presidente da BVRJ (Bolsa de Valores do Rio de Janeiro), Sérgio Barcellos, que se afastou do cargo após a quebra da Bolsa, no mês passado, motivada pelos negócios especulativos mantidos com o investidor Naji Nahas. Também foram indiciados o ex-superintendente da Bolsa, José Breno Bueno Salomão, e o presidente da corretora Ney Carvalho, Fernando Carvalho. A lei do colarinho branco rege os crimes cometidos no mercado financeiro. O presidente da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), Martin Wimmer considerou uma injustiça seu indiciamento pela PF no "Caso Nahas" sob acusação de omissão. Ele mostrou dados para comprovar que entre 19 de abril e nove de junho a CVM tomou várias iniciativas para tentar impedir o colapso do mercado. Martin Wimmer disse que permanecerá na presidência da CVM a pedido do ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega (FSP).