FIESP DESCARTA HIPÓTESE DE HIPERINFLAÇÃO

Não existem motivos para temer a hiperinflação. Esta foi a conclusão da diretoria executiva da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) depois de ter analisado, ontem, os números obtidos em Brasília, na semana passada, por técnicos do Fórum Informal dos Empresários. A conclusão foi tirada, também, uma semana depois desse mesmo Fórum ter defendido uma política recessiva para evitar o total descontrole dos preços. De acordo com Walter Sacca, diretor do Departamento de Economia da FIESP, a inflação poderá permanecer nos níveis atuais durante os próximos meses, porque "as contas do governo estão sob controle". Segundo Sacca, fica a cargo do novo governo, no entanto, adotar medidas para reduzir o déficit. Os dados obtidos pelos técnicos da entidade mostram que, no primeiro semestre o Tesouro Nacional obteve, pelo conceito de caixa (receitas menos despesas, sem considerar os juros e correção da dívida interna) um superávit de NCz$574 milhões-- diante do déficit de NCz$2,5 bilhões do mesmo período de 1988. O superávit foi obtido apesar da queda de 5,1% na receita bruta e do aumento de 19% no volume de recursos repassados aos estados, em relação ao primeiro semestre de 1988 (FSP).