A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o sistema bancário e financeiro receberá no próximo dia 22 cópia de um documento do Bradesco determinando que sejam devolvidos os juros cobrados a mais num empréstimo para a empresa Agropecuária Rio Canguru. Esta operação foi fechada com taxa especial de juros de 2,5%, porque, segundo o documento, tratava-se de firma conceituada na praça e seus sócios, diretores do SERPRO. Segundo as informações, o documento, com data de 8 de agosto de 1983, enviado pela gerência da agência de Brasília para a contabilidade central do Bradesco, pode se transformar numa das primeiras provas materiais para levar à Justiça o ex-presidente do SERPRO, José Dion de Melo Teles e outros diretores envolvidos em denúncias de corrupção. A partir do documento do Bradesco, que prova favorecimento ilícito, a CPI poderá pedir os extratos das contas bancárias dos diretores do SERPRO. E a CPI que investiga as "polonetas", terminou "aos gritos e palavrões" dos deputados e sem nenhuma conclusão sobre o caso que fez o Brasil perder US$1,6 bilhão em operações comerciais com a Polônia. O ex-ministro do Planejamento Delfim Neto convocado para depor, perdeu a calma diante da acusação do deputado Jacques Ornellas (PDT-RJ), de que teria enriquecido ilicitamente com o recebimento de comissões (JB).