Até 1993 o Brasil terá 38 mil pacientes aidéticos, além dos portadores assintomáticos, de acordo com previsões do Ministério da Saúde. De 1980 até 1o. de julho deste ano a doença atingiu 7.182 pessoas, em sua maioria homossexuais, e pelo menos a metade delas já morreu. Os homossexuais continuam representando o principal grupo de risco da AIDS, que vem aumentando, entretanto, entre as mulheres, numa proporção, em relação aos aidéticos homens, de 10 para um. São Paulo continua o principal estado com incidência da doença (4.447 casos), seguido pelo Rio de Janeiro (1.043 casos). Estas informações foram divulgadas ontem no Rio de Janeiro pelo ministro da Saúde, Seigo Tsuzuki, durante cerimônia de lançamento da campanha anti-AIDS que será veiculada na TV a partir da próxima semana. Na ocasião, o ministro anunciou o investimento de US$50 milhões em pesquisa (JB) (O Globo).