PLANALTO GASTA US$1 MILHÃO COM AMIGOS

O maior agente do turismo oficial brasileiro é o presidente José Sarney: seus amigos, parentes e ministros, dentro e fora do governo, conheceram o mundo em 14 viagens que custaram ao contribuinte, só em diárias, cerca de US$1 milhão (NCz$3,6 milhões no câmbio paralelo). Na administração itinerante do governo Sarney, só no período entre maio de 1986 a agosto de 1988, a generosa bolsa do Palácio do Planalto contribuiu com precisos US$896.404 para pagar as diárias dos amigos e funcionários de comitivas oficiais do presidente. Esse volume de dólares não inclui as despesas do próprio presidente e de sua família. Os gastos com hotéis são mantidos em sigilo absoluto pelo Ministério das Relações Exteriores, a quem compete organizar e distribuir os dólares, em papel-moeda, toda vez que a comitiva presidencial aporta numa cidade estrangeira. O próprio ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), Marcus Vilaça, que poderia, por competência legal, desvendar os gastos oficiais com viagens, ocupa lugar de destaque entre os passageiros mais assíduos no Boeing presidencial, com direito a diárias. Para os nove dias que passou na China, um ano atrás, na companhia de Sarney, Vilaça recebeu, sem contar as despesas com hospedagem, por conta do governo chinês, US$3.663 (O ESP).