As lideranças sindicais condenaram ontem a aplicação de uma política recessiva, conforme proposta lançada por empresários em São Paulo. Eles argumentam que ela não afastará o risco da hiperinflação e apenas prejudicará os trabalhadores. O presidente da CGT (Central Geral dos Trabalhadores), Antônio Rogério Magri, e o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Luiz Antônio de Medeiros, propuseram a união do movimento sindical para resistir à proposta dos empresários. O presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores) no Estado de São Paulo, Arlindo Chinaglia, disse que o movimento sindical não tem condições de interferir diretamente na formulação da política econômica mas deve continuar lutando pela recuperação das perdas salariais e ampliação do poder aquisitivo dos trabalhadores, uma forma de neutralizar o quadro recessivo (FSP).