O secretário e Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Hélio Saboya, determinou ontem ao corregedor geral de polícia, Heraldo Gomes, que convide o bispo de Duque de Caxias (RJ), dom Mauro Morelli, a formalizar a denúncia, feita anteontem, de que está recebendo ameaças de morte e de que o responsável por isso é o diretor do Departamento de Polícia de Caxias, Henrique Pinheiro Alves. Saboya entende que, ao dizer que o policial deu sinal verde aos grupos de extermínio da Baixada Fluminense, dom Mauro está acusando o delegado de crime. O bispo de Duque de Caxias denunciou que havia recebido ameaças de morte, através de telefonemas anônimos, por fazer a defesa de menores delinquentes, segundo disseram ao telefone. Ele responsabilizou o delegado Henrique Pinheiro Alves pelo que lhe viesse a acontecer. Segundo dom Mauro, o policial deu sinal verde-- com uma entrevista que concedeu à revista francesa "Le Express" e reproduzida pela Isto É"-- para que os grupos de extermínio da Baixada tentem eliminá-lo (JB).