FUNDAÇÃO USAVA MERCADO PARALELO DO DÓLAR PARA NEGÓCIOS

O Itamaraty enviou em 1988 US$8 milhões (NCz$13,8 milhões no câmbio oficial), obtidos no Banco Central, a fim de pagar o seguro dos diplomatas brasileiros no exterior à empresa norte-americana Prudential. O serviço, porém, só custou US$5,4 milhões. A diferença do dinheiro não voltou ao Brasil pela rota oficial, mas via Montevidéu (Uruguai), onde os dólares eram trocados por cruzados, no valor do mercado paralelo, e depois depositados na conta da Fundação Visconde de Cabo Frio, em São Paulo. Em outras palavras: o dinheiro ia com o valor oficial, mas voltava mais caro, reajustado pelo "black" (FSP).