De cada NCz$1 mil transferidos do orçamento de investimentos da União aos governos estaduais e municipais, NCz$200,00 não têm qualquer controle do governo federal. Os subsídios escondidos no orçamento, em programas como o do álcool, chegam a 20% do Produto Interno Bruto (PIB), mais de US$60 bilhões. Nem o Congresso Nacional, nem o Poder Executivo estão equipados para controlar esses e outros gastos com dinheiro público. Quem diz isso é o Banco Mundial (BIRD), em relatório que circula há uma semana nos principais gabinetes da equipe econômica. O relatório critica a falta de transparência dos gastos públicos no Brasil. Recomenda medidas de ajuste em todos os orçamentos públicos como a eliminação dos subsídios do Proálcool, a correção das tarifas das empresas estatais e a revisão dos mecanismos de transferências de receita de impostos aos estados e municípios. Nesta semana, uma equipe econômica do BIRD discute o relatório com os assessores do Banco Central e dos Ministérios da Fazenda e do Planejamento. Com base nessas discussões, a equipe elabora um documento que passa a servir de referência ao BIRD em suas relações com o país (FSP).