OLACYR DIZ QUE AJUDA DA SUDAM NUNCA FOI SEGREDO

O presidente do Grupo Itamarati, Olacyr de Moraes, afirmou ontem que nunca escondeu sua proposta de canalizar recursos da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (SUDAM) para a construção da Ferrovia Leste- Oeste e considerou "fantasiosas" as informações do jornal Folha de São Paulo na reportagem "Ferrovia privada é feita com dinheiro público". No seu entender, houve distorção de fatos já divulgados, atribuindo-lhes o caráter de escândalo. Conforme a versão de Olacyr, o custo da ferrovia, estimado inicialmente em US$1,2 bilhão, está hoje entre US$1,9 bilhão a US$2,1 bilhão porque aos 1.038 quilômetros da proposta orginal, entre Santa Fé do Sul (SP) a Cuiabá (MT) foram acrescentados 800 km para ligar Jataí (GO) a Uberlândia (MG), no Triângulo Mineiro. Segundo Olacyr, a extensão foi solicitada pelo governo federal por pressão dos governos de Goiás e Minas Gerais. O empresário disse que a participação de 20% do Grupo Itamarati foi definida há dois anos, quando lançou a proposta, dentro de um esquema financeiro que já previa 30% para a SUDAM, através do Fundo De Investimentos da Amazônia (FINAM). Os 50% restantes, acrescentou, devem ser captados junto a empresas estrangeiras e nacionais mediante investimentos diretos ou processos de conversão da dívida e operações de pagamentos de fretes futuros por empresas estatais ou governos estaduais (FSP).