O governo fixou em US$6 bilhões o nível mínimo das reservas cambiais do país. A partir desse limite, começarão os atrasos de pagamentos aos bancos credores, segundo comunicado formal do ministro da Fazenda, Maílson da Nóbrega, encaminhado ao comitê de bancos. Essa decisão, tomada pessoalmente pelo presidente José Sarney, indica que os atrasos nos pagamentos poderão ocorrer antes de setembro, mês em que os vencimentos são da ordem de US$3 bilhões. Se a situação se encaminhar para a moratória dos juros da dívida-- o que será inevitável se o país não firmar um acordo com o Fundo Monetário Internacional (FMI)--, o Brasil vai utilizar como argumento para o atraso dos pagamentos o próprio estatuto do Fundo, que prevê a suspensão a fim de que os países possam proteger suas reservas cambiais (O ESP).