CUT CONSEGUE US$6,8 MILHÕES NA ITÁLIA PARA SEUS PROJETOS

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) desde o ano passado, ela busca uma aproximação cada vez maior com os sindicatos italianos e intensifica o desenvolvimento de acordos de cooperação para formação técnica e sindical de brasileiros. Há hoje, como consequência desse processo, quatro projetos em andamento no país, envolvendo um total de US$9,7 milhões, dos quais US$6,8 milhões são pagos por entidades italianas, segundo dados oficiais. Por causa de uma lei de 1979, o governo italiano mantém com empresários e organizações não-governamentais um fundo de cooperação para ajudar países em desenvolvimento que envolve anualmente cerca de US$3 bilhões. Números da embaixada italiana no Brasil indicam a existência de 40 projetos sendo desenvolvidos hoje no país, ao custo de quase US$50 milhões, através desse fundo. De acordo com a lei, os italianos podem gastar no máximo 70% dos custos de cada projeto. O restante deve ser pago pelo parceiro local. O maior projeto que está sendo desenvolvido hoje com a CUT é a montagem do Instituto de Estudos sobre Saúde e Condições de Trabalho (Iesact), título provisório para um órgão de pesquisa, assessoria e formação sindical que funcionará na CUT estadual de São Paulo. O projeto começou a ser implantado no ano passado e está orçado em US$3,9 milhões. Cerca de US$2,7 milhões são pagos pelo Projeto Desenvolvimento (Prosvil), ligado à Confederação Geral Italiana dos Trabalhadores (CGIL). O Prosvil também financia US$1 milhão, de um total de US$1,5 milhão, em pesquisas e cursos de formação sindical sobre automação industrial em São Bernardo do Campo (SP) (GM).