O PLANO PARA SALVAR A COMPANHIA SIDERÚRGICA NACIONAL

Aumentar o preço do aço no mercado interno, reduzir as despesas operacionais, com demissão de empregados, trocar a dívida interna por ações, refinanciar a dívida externa, tomar mais US$200 milhões (cerca de NCz$288 milhões) em empréstimos e vender as minas de ferro, calcário e carvão. Esta é a receita para a salvação da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) que o ministro do Desenvolvimento Industrial e Comério, Roberto Cardoso Alves, apresentou ontem, em Volta Redonda (RJ), à direção da empresa, ao governador Moreira Franco (PMDB), a fornecedores, credores e representantes do Sindicato dos Metalúrgicos de Volta Redonda. O plano prevê a injeção de US$714 milhões (NCz$1,44 bilhão) na CSN até o fim deste ano. Pelo plano, a dívida relativa ao ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) já vencida e a vencer seria transformada em participação do estado no capital da empresa. Também a dívida de US$30 milhões (NCz$43,32 milhões) da Companhia com credores e fornecedores seriam convertidas em ações para estes. Os trabalhadores, por sua vez, não gostaram do plano, que propõe converter em ações da usina US$14 milhões (NCz$20,2 milhões), o que representa 10% do que a empresa deverá pagar aos trabalhadores este ano a título de reposição das perdas salariais. O plano do ministro Roberto Cardoso Alves terá 30 dias de prazo para ser discutido e aprovado ou rejeitado pelas partes envolvidas (JB).