O movimento sindical não vai cumprir a parafernália que é essa lei. A advertência foi feita ontem, em Brasília, pelo líder do PT na Câmara dos Deputados, Paulo Paim (RS). Ele se refere ao projeto de lei aprovado anteontem disciplinando o direito de greve e definindo as atividades essenciais. Na sua avaliação, a lei aprovada foi influenciada pelos militares e é pior que a do regime de 64. Ele explica, por exemplo, que a lei antiga não previa a responsabilidade civil dos sindicatos, como ficou estabelecido no artigo 15 do projeto, que ainda precisa ser sancionado pelo presidente José Sarney antes de virar lei. "Agora, os sindicatos terão que pagar prejuízos da greve", disse Paulo Paim (GM).