A De Millus, fábrica de roupas íntimas femininas sediada no bairro da Penha, no Rio de Janeiro, pode ser processada por violeção de direitos humanos e organização do trabalho: ex-empregadas denunciaram ao procurador-geral da Justiça, Carlos Antônio Navega, que a empresa as submete a revistas vexatórias e testes de gravidez regulares, além de impedi-las de se sindicalizarem. Uma funcionária que não quis se identificar relatou ao procurador que são obrigadas a "baixar a calcinha até os pés, tirar o sapato e a blusa e, se alguma estiver menstruada, deve mostrar a ponta do absorvente". A fábrica está em greve desde o dia dois de junho e as duas mil empregadas reivindicam 100% de aumento e o fim dos vexames. A fábrica, em represália, demitiu 245 funcionárias (JB).