IPC ACUSA CINCO PARLAMENTARES DE ESTELIONATO

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou ontem por 33 votos a sete, com quatro abstenções, o parecer do relator Plínio Martins (PMDB/MS) recomendando a abertura do processo de cassação do deputado Gustavo de Faria (PMDB/RJ), acusado de ter cometido desfalque contra o IPC (Instituto de Previdência dos Congressistas). Se a decisão for confirmada pelo plenário, a Mesa Diretora nomeará uma comissão de nove membros para conduzir o processo. O IPC acusou ontem, ao entrar com ação na Justiça Federal, cinco parlamentares, ex-dirigentes da entidade, de envolvimento em crimes de peculato (apropriação indébita) e estelionato, cujas penas implicam prisão. O IPC baseou sua acusação na auditoria feita por técnicos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Os parlamentares apontados na petição do IPC são os deputados Gustavo de Faria; Messias Soares (PTR/RJ), 3o. tesoureiro; Max Rosenmann (PMDB/PR), 2o. tesoureiro; e os senadores Odacir Soares (PFL/RO), vice-presidente; João Lobo (PFL/PI), 1o. tesoureiro. Eles foram responsáveis na compra de títulos que, segundo a auditoria, lesaram o IPC (FSP).