O candidato do PRN à Presidência da República, Fernando Collor de Mello, desembarcou ontem em Paris (França) sem saber se vai ser recebido pelo presidente francês François Mitterrand. Chegou também como o primeiro candidato brasileiro malhado pelo imprensa local. Foi o diário "Le Monde" quem lançou a primeira pedra. Numa reportagem sobre o "Fenômeno Collor", o jornal o considera "vazio", "vago de idéias", "filho dourado da oligarquia" e repeteco de um "fenômeno acontecido há 30 anos"-- refere-se à eleição de Jânio Quadros, embalado por promessas vãs de acabar com a corrupção. Em Lisboa (Portugal), Fernando Collor de Mello propôs a criação de um imposto sobre poluição, para taxar os países que poluem o meio ambiente. O imposto-- ou multa, o candidato ainda não tem idéia clara do que seria- =- deveria ser cobrado por um organismo designado pela organização das Nações Unidas (ONU) e recairia sobre os países de acordo com a carga de poluição jogada nos rios, mares ou no ar (FSP).